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Artigos

COACHING EM MOMENTOS DE CRISE.

INVESTINDO PARA LUCRAR

UMA CONVERSA COM ANDREA LAGES, EXPLORADORA DO SER HUMANO.

 

O COACHING, ALGO QUE FUNCIONA.

Entrevista

Andrea Lages

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O Coaching, algo que funciona.

Foi a primeira mulher brasileira a dar cursos de certificação internacional em “coaching”, sendo atualmente vista como referencia internacional na área. A trabalhar um pouco por todo mundo, Andrea Lages diz que com o “coaching” aprendeu <>, mas uma <>, a de que <>

Texto: António Manuel Venda

O "Coaching" pode ajudar a tomar consciência do nosso estado atual, onde estamos no momento, e a de decidirmos aonde queremos ir ou o que queremos alcançar. Uma vez lendo isso de forma clara e bem trabalhada – e uma das especialidades do `coaching` é ajudar neste processo – conseguimos dar o passo seguinte.

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Em Portugal, nos últimos tempos, o tema do “Coaching”tem vindo a ter bastante relevância. No Brasil isso também acontece?

No Brasil o “coaching” ganhou bastante força nos últimos anos, e continua a crescer. O problema que enfrentamos diz respeito às pessoas, que estão a tentar tirar partido da situação e adotam o titulo de “Coach” com total informalidade, muitas vezes sem saber o que isso realmente significa. Por outro lado, isto reflete a popularidade da profissão no país.

Acha que as pessoas das empresas, nomeadamente gestores, estão receptivos ao “coaching”?

Estou segura disso. Cada vez com mais freqüência recebemos chamadas no escritório, tanto de pessoas que querem se formar-se como “coaches”, através do nosso curso de certificação internacional em “coaching” como pessoas que querem contratar “coaches” para os gestores ou para si mesmas.

Como distingui o “coaching” de formação?

Considero essa pergunta extremamente importante, porque na interpretação e no entendimento da diferença entre ambas as abordagens surgiram muitos problemas... Acho que posso resumir esta resposta numa única frase: o formador – treinador – tem as respostas, o “coach”, tem as perguntas. Explico... Um “coach”, ao contrario de um treinador, não tem o papel de apontar o caminho das pedras, de areia, de cimento, de terra.... Todos podem ser certos, em relação à meta, desde que seja o certo para o cliente. Então o trabalho do “coach”é ajudar o “coachee”, através de perguntas poderosas, a encontrar seu próprio caminho. Temos que ter em consideração que muitas vezes, quando achamos ter a solução para um certo problema ou uma certa questão, talvez porque já tenhamos passado por isso, ou porque conhecemos alguém que aparentemente já tenha feito a mesma jornada, na verdade o caminho não será o mesmo, ainda que o destino pareça similar, porque a meta por si só não é o único aspecto a ser tido em consideração, temos que integrar os elementos que fazem parte da realidade daquela pessoa, naquele momento, e o que realmente é importante para ela, para então encontrar a melhor maneira para chegar ao objetivo final. Ninguém melhor que o próprio cliente para saber o caminho, mesmo que ainda não tenha consciência disso.

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Que contraponto faz entre o “Coaching” nas empresas e fora delas, por exemplo na política, no desporto, na comunicação social, no mundo do espetáculo?

“Coaching” diz respeito a facilitar o desenvolvimento das pessoas, como um todo. Ao lograr este desenvolvimento, logramos também uma melhor performance, seja nas empresas, seja nos desportos, seja no mundo do espetáculo. Nós não somos partes isoladas, somos muito mais do que isso... Então, eu diria que a maior diferença nas diferentes áreas é a forma de aplicar o “coaching”, não o “coaching” em si. Existem de fato ferramentas diferentes para cada caso e na minha empresa oferecemos cursos de especialização para diferentes áreas através da International  Coaching Community (ICC), além do curso de certificação internacional em “coaching”, que é o nível fundamental necessário e comum a todas áreas. Assim como acontece em inúmeras profissões, os “coaches” tem que dominar as ferramentas fundamentais, antes de poderem especializar-se numa área concreta, seja ela “coaching”desportivo, de vida, executivo ou outra especialidade.

“A beleza” do “coaching” é ver seres humanos desabrocharem, de maneira natural, até ao limite do que podem ser. Independente dessa beleza, o “coaching” é também extremamente pragmático. Não trabalhamos apenas com sentimentos ou sensações, mas também com ações e resultados”

Como é que o “coaching” pode ajudar uma pessoa, seja um executivo, seja um ator de cinema, seja um jogador de futebol?

O “coaching” pode ajudar a tomar consciência do nosso estado atual, onde estamos no momento, e a decidirmos aonde queremos ir ou que queremos alcançar. Uma vez tendo isso de forma clara e bem trabalhada – e uma das especialidades do “coach”  é ajudar neste processo -, conseguimos dar o passo seguinte. Que diz respeito a delinear o caminho entre o estado atual e o estado desejado. Se isso for feito com congruência, respeitando os valores do cliente e outros elementos que nós utilizamos e utilizamos aos nossos formandos, teremos uma jornada extremamente poderosa, pois no final o cliente perceberá que não somente alcançou uma meta determinada, mas também aprendeu muito, tornou-se uma pessoa muito melhor - de acordo com os próprios parâmetros não com os que impostos externamente – no caminho até onde quiserem chegar. Esta é, para mim, a beleza do “coaching”. Ver seres humanos desabrocharem, de maneira natural, até ao limite do que podem ser. Independente dessa beleza, o “coaching” é extremamente pragmático. Não trabalhamos apenas com sentimentos ou sensações, mas também com ações e resultados. Basicamente é isso que um bom “coach” faz: ajuda  seu cliente fazer aquilo que quer, para alcançar aquilo que determinou, de maneira congruente. Assim, ao alcançar o que sonhou, o mérito será todo do “coachee”, pois foi ele que traçou a rota, correu a maratona e cruzou a linha de chegada.

Ao falarmos em “coaching” pensa-se logo em pessoas, de topo, por exemplo, das empresas, ou que estão em lugares de decisão e liderança. E as restantes pessoas, poderão ser também ajudadas pelo “coaching”?

Toda mundo pode utilizar o “coaching”, principalmente porque esta abordagem diz respeito a ser o melhor que podemos ser independente do que diz a placa de nossa porta – se é que temos uma. No “coaching”, nós temos diversas especializações, como mencionei, incluindo o “coaching” de vida, que trata vida como um todo, mesmo quando a pessoa não tenha e, mesmo não queira ter, uma carreira especifica. A propósito... Essas restantes pessoas somos todos nós, pois ninguém nasceu presidente de uma empresa nem necessariamente viverá ou morrerá nessa posição.

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E os “coaches” que poderá ajudar na sua atividade, se também eles precisam de apoio?

Bom, eu costumo dizer que é bom que o “coach” tenha também um “coach”, em algum momento. Por isso também durante nossas formações os estudantes passam pelos dois papéis, como cliente e como “coach” para entenderem os dois pontos de vista e, principalmente, para se desenvolverem como pessoas. Vou contar-lhe uma historia ... Eu e me marido Joseph (Josepeh O`Connor) Trabalhamos juntos, e inclusive e desenvolvemos os dois a metodologia de formação em ”coaching” que aplicamos – pessoalmente ou através de nossos treinadores licenciados – até agora para pessoas de mais de 50 países. Ou seja, viajamos muito, juntamente com nossa amada Amanda, a nossa filinha. Por esta razão estamos acostumados a escutar as chamadas de segurança dos aviões, antes da aterragem. Eles dizem que no caso de despressurizarão da cabine você deve primeiro colocar a própria mascara de oxigênio antes de tentar ajudar as crianças – neste caso a Amanda – ou os adultos que necessitem de sua assistência. A razão para isso é que você tem que garantir que está no melhor estado possível, senão dificilmente conseguirá ajudar os outros, precisamos saber ajudar a nós mesmos, isso não significa, é claro que todos os “coaches” sejam obrigados a ter uma vida cor-de-rosa 24 horas por dia, 365 dias no ano. Mas podem resolver suas questões, próprias de todos seres humanos, da melhor maneira possível. E porque não encontrar um bom “coach” para apóia-lo neste aspecto?

Outro caso é o do mentor, um dos trabalhos que eu ofereço como profissional. O mentor, neste caso, é um “coach” experimentando que oferece “mentoring” a um “coach” com menos experiência, no seu processo de desenvolvimento. Ambas as possibilidades são extremamente adequadas e bem-vindas, para pessoas e profissionais que querem ser o melhor que podem ser, como “coaches” e seres humanos.

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Como é sua atividade enquanto profissional de “coaching”?

Hoje em dia, a minha agenda não me permite ter muitos clientes. Então trabalho com poucos, para poder oferecer melhor de mim como profissional. Ainda dedico tempo formando “coaches” – principalmente dentro de empresas – através do curso de certificação internacional em “coaching” que desenvolvi com meu marido. Também dedico tempo a nossa filinha, Amanda, uma criatura maravilhosa que tem todo potencial do mundo para ser desenvolvido e não deve ser desperdiçado. Portanto, faço questão de dedicar tempo especial a ela – como se fosse a única razão.

Sem esquecer, é claro, que sou a “Chief Executive Officer” (CEO) da Lambent do Brasil, diretora da Lambent do Reino Unido e uma das diretoras da Internacional Coaching Commity (ICC). Como é costume dizer-se, meu prato está cheio.

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Quais são para si os grandes contributos que da às pessoas que acompanha?

Sabe, de cada vez que eu vejo um ser humano desabrochar em minha frente, realizar-se, conseguir o que sempre quis, de maneira congruente, sem auto-agredir ou agredir as pessoas que ama, aí pergunto se ele deveria me pagar o que paga, ou se deveria pagar pelo prazer que sinto.

E quais os grandes ensinamentos que retirou para si própria dessa atividade?

Antes de começar a minha jornada como “Coach”, há mais de uma década, eu já tinha aprendido que os seres humanos podem muito mais do que a sociedade tende a definir como limite. Se não fosse isso, não iniciaria este trabalho. No entanto, procurei inúmeros caminhos antes de escolher o “coaching” para ajudar as pessoas para serem melhor que podem e querem ser. O que é que eu aprendi com “coaching”? Muitas coisas, mas uma é fundamental...Aprendi que o “coaching”é algo que funciona.

Entrevista autorizada para a Publicação.
Por: Andrea Lages. Master Trainers em Coaching
www.lambent.com



Flávio Souza

Trainer Coach da Lambent do Brasil e International Coaching
Community (ICC), Consultor e Palestrante

flaviosouza@institutopublico.com.br
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